sexta-feira, 8 de julho de 2016

Vídeo da Intervenção


Rede de Implicações


Sketch Up Sensitivo em grupo


Sketch Up do local da Intervenção







Estratégias de apropriação do espaço



Parkour

Le Parkour é uma modalidade que significa a arte de deslocar-se de um ponto para o outro rapidamente, usando técnicas para saltar os obstáculos como rampas, escadas, muros, corrimãos, calçadas, árvores, qualquer lugar onde se possa escalar e explorar apenas os recursos do corpo de forma ágil e superando seus limites.


Deriva

Aplicada como um exercício de perder-se no território para descobri-lo e decifrá-lo, a Deriva contraria as fórmulas do reconhecimento cotidiano, induzido e superficial para desenvolver a percepção e a análise crítica do espaço e do tempo reais onde e quando vivemos. A favor do conhecimento liberado da rotina involuntária e das influências impostas pela “indução” e pelo “comportamento”, a Deriva se destina a superar a visão do território como terreno de atividades massificadas e previsíveis, a estimular a participação dos seres humanos enquanto personagens vivedores e não simples atores figurantes. Por eliminar as censuras impostas pelo condicionamento, o deslocamento intencionalmente fugidio, aleatório e sem rumo da Deriva revela os efeitos psicogeográficos do território sobre seus usuários; por combater os mecanismos de alienação e estratificação da vida social, a Deriva elimina as barreiras físicas e as patologias mentais exercidas pelo planejamento fragmentário e segregador do território; por eliminar os instrumentos racionais de conduta passiva substituindo-a pelo comportamento participativo a Deriva propõe a apropriação consciente dos espaços de habitar e a construção de um novo urbanismo.



Flaneur

O termo flâneur data dos XVI e séculos XVII, e refere-se ao ato de andar, passear, muitas vezes com a conotação pejorativa de "perder tempo". Charles Baudelaire desenvolveu um significado para flâneur de "uma pessoa que anda pela cidade a fim de experimentá-la". Devido à duração da utilização e teorização por Baudelaire e inúmeros pensadores em termos econômicos, culturais, literários e históricos, a idéia do flâneur tem acumulado importante significado como uma referência para compreender fenômenos urbanos e a modernidade. Walter Benjamin descreve o flâneur como um produto da vida moderna e da Revolução Industrial, sem precedentes, um paralelo com o advento do turismo. Benjamin se tornou o seu próprio exemplo, observou o social e estético durante longas caminhadas por Paris.A percepção do flanêur parece se dar diante daquilo que é transitório na cidade, mas ele não simplesmente lamenta-se a respeito da transitoriedade, ele se alimenta dela, ele formula uma espécie de abrigo no ventre da caótica urbanidade – bem entendido, caótica para os citadinos, não para os gerenciadores políticos da nova ordem social – tecendo uma narrativa dos atrativos da cidade, numa espécie de reconhecimento do apelo erótico das coisas e das pessoas no contexto dos desencontros modernos.
O flanêur atende, inicialmente, a uma necessidade individual burguesa de sobrepor-se à aristocracia e irá tornar-se um instrumento das próprias massas, devido ao protagonismo das mesmas no gênero inaugurado pelo observador da cidade.





Rolezinhos

Os rolezinhos são encontros marcados pela internet por adolescentes e começou em dezembro do ano passado. Normalmente os participantes são jovens pobres, a maioria negros, querendo se divertir. No começo, os eventos eram convocados por cantores de funk, em resposta a um projeto de lei que proibia bailes do estilo musical nas ruas da capital paulista. Os eventos continuam a ser promovidos, agora por todo o país, como forma de protesto contra o preconceito e segregação social. 


Flash Mob

Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social. Esse tipo de evento quando realizado de forma organizada é bastante impactante, podendo-se usar a dança, mas também muitas vezes se utiliza outros artifícios.
Muitos são realizados em forma de protesto ou também para homenagear alguém ou alguma coisa.



Caderno Técnico

http://issuu.com/gabrielarezende2/docs/caderno_tecnico_final?workerAddress=ec2-54-211-173-84.compute-1.amazonaws.com

Visita ao Inhotim

Durante a visita ao Inhotim, meu grupo foi escolheu analisar a Galeria Miguel Rio Branco, que abriga diversas obras do artista, com fotografias, painéis, filmes, instalações e multimídias.



Nessa galeria, o prédio foi construído especialmente para aquele artista e suas obras, por isso o prédio e elas seguem o mesmo estilo em relação às cores, características e formas. Entretanto, a construção não dialoga tanto com as obras além disso, as obras são apenas colocadas la, como seriam em qualquer outro espaço ou galeria. o prédio somente ajuda na formação de um clima e uma ambiência particular daquelas obras do artista, isolando os visitantes da parte externa, de arvores e natureza, e criando uma sensação de enclausuramento e imersão nas emoções fortes de sofrimento transmitidas pelas obras.




O prédio não possui um circuito pre definido para a visitação das obras, por isso há uma funcionária do museu na sua entrada direcionando os visitantes a uma exposição no andar inferior primeiro, e depois ao de cima. Dentro de cada andar também não ha um direcionamento claro de qual obra deve ser vista primeiro, por isso ocorre certa desordem nos fluxos do local e deixa quem estiver visitando tais obras um pouco confuso sobre para onde deve ir, além de não haver uma lógica entre as exposições, que apesar de tratarem mais ou menos do mesmo tempo, são um pouco desconexas.



Dentro da paisagem do Inhotim, o prédio insere-se de forma um pouco desconexa também. Ele se encontra no alto de um morro, em um local afastado do museu, sendo que os visitantes tem de subir uma ladeira para chegar até ele, onde o prédio vai se revelando através da vegetação no decorrer da subida. Ele é uma construção muito grande e maciça, como um grande bloco bronze no meio de uma paisagem de natureza, o que gera uma sensação de estranhamento. A arquitetura externa do prédio é tampada pelas árvores e plantas que o circundam, o que não permite ao visitante vê-la de forma completa e a torna estranha ao olhar.


                



Croquis do Inhotim



Objeto feito em grupo para o corte a laser






Representação e experiência presencial

Diante da experiência de visitar os arredores do parque municipal com o Google Street View e depois visitá-lo pessoalmente, foi possível analisar as diferentes percepções proporcionadas por ambas as formas de visão.
Percorrer o espaço online, vendo as fotografias das ruas no programa, nos dá uma boa noção do espaço, podendo ver os edifícios, as calçadas, as plantas e tudo o que há fixo no lugar de forma bem clara e eficaz, tendo ainda o artificio de poder ter tal visualização de qualquer lugar do mundo. Entretanto, a experiência presencial apresenta certos diferenciais que não são supridos pela visitação da representação online, como o clima, os fluxos do local, as pessoas, os sons. Tais sensações complementam a visualização do ambiente e o torna mais vivo, tornando a experiência mais completa e ampla.


Croqui do Parque Municipal ou arredores


Seminário de Interação

Para o Seminário de Interação, meu grupo escolheu levar a obra Primal Source de Usman Haque. Ela foi instalada em uma praia em Santa Monica, na Califórnia, e é composta por uma névoa formada por água, microfones dispostos em seu entorno e projetores. A interação se dava à medida que as pessoas que passavam por ali descobriam que as projeções na névoa eram controladas pelos sons do ambiente, então elas falavam, gritavam e faziam sons para observar as reações das imagens e cores. Apesar de apresentar uma interface dialógica, a obra logo torna-se caótica e faz com que os espectadores percam o interesse.

   
           


http://www.haque.co.uk/primalsource.php

https://www.youtube.com/watch?v=x39QMzX0K0o



Também levamos a obra Desire of Codes de Seiko Mikami. Essa obra consistia em câmeras articuladas por braços robóticos instaladas em um galpão, que seguiam os movimentos das pessoas que passavam por elas, filmando e capturando imagens. Essas imagens eram projetadas junto a imagens de câmeras de vigilância de todo o mundo, do passado e do presente, junto a uma trilha sonora composta por sons e ruídos da própria instalação. Essa obra, tentava chegar ao programático e dialógico, mas por ser pouco exploratória e responder às interações de forma muito reativa, acaba perdendo a graça para seus visitantes.




http://special.ycam.jp/doc/work/index_en.html

https://www.youtube.com/watch?v=5PKT44tU658

Museu Histórico Abílio Barreto

O Museu Histórico Abílio Barreto, localizado no bairro Cidade Jardim, é composto por uma casa que, antes da construção de Belo Horizonte, era a sede da Fazenda do Leitão, e hoje é o último resquício dessa época na cidade. O museu exibe artefatos que contam sobre a história da cidade e, em seu acervo, conta com objetos, notícias, livros, fotos, que dão mais detalhes sobre a capital mineira desde seu surgimento.