sexta-feira, 8 de julho de 2016

Visita ao Inhotim

Durante a visita ao Inhotim, meu grupo foi escolheu analisar a Galeria Miguel Rio Branco, que abriga diversas obras do artista, com fotografias, painéis, filmes, instalações e multimídias.



Nessa galeria, o prédio foi construído especialmente para aquele artista e suas obras, por isso o prédio e elas seguem o mesmo estilo em relação às cores, características e formas. Entretanto, a construção não dialoga tanto com as obras além disso, as obras são apenas colocadas la, como seriam em qualquer outro espaço ou galeria. o prédio somente ajuda na formação de um clima e uma ambiência particular daquelas obras do artista, isolando os visitantes da parte externa, de arvores e natureza, e criando uma sensação de enclausuramento e imersão nas emoções fortes de sofrimento transmitidas pelas obras.




O prédio não possui um circuito pre definido para a visitação das obras, por isso há uma funcionária do museu na sua entrada direcionando os visitantes a uma exposição no andar inferior primeiro, e depois ao de cima. Dentro de cada andar também não ha um direcionamento claro de qual obra deve ser vista primeiro, por isso ocorre certa desordem nos fluxos do local e deixa quem estiver visitando tais obras um pouco confuso sobre para onde deve ir, além de não haver uma lógica entre as exposições, que apesar de tratarem mais ou menos do mesmo tempo, são um pouco desconexas.



Dentro da paisagem do Inhotim, o prédio insere-se de forma um pouco desconexa também. Ele se encontra no alto de um morro, em um local afastado do museu, sendo que os visitantes tem de subir uma ladeira para chegar até ele, onde o prédio vai se revelando através da vegetação no decorrer da subida. Ele é uma construção muito grande e maciça, como um grande bloco bronze no meio de uma paisagem de natureza, o que gera uma sensação de estranhamento. A arquitetura externa do prédio é tampada pelas árvores e plantas que o circundam, o que não permite ao visitante vê-la de forma completa e a torna estranha ao olhar.


                



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